domingo, 8 de novembro de 2009

UN PROPHÈTE

O filme "Um profeta", de Jacques Audiard, lidera com seis nomeações a edição deste ano dos prémios da Academia de Cinema Europeu, cujos candidatos foram hoje anunciados em Sevilha, Espanha.
"Um Profeta" está nomeado, por exemplo, para melhor filme europeu, realização, argumento e actor principal (Tahar Rahim).
Filme sobre o crime nas prisões, e o jogo de forças e poder entre os reclusos, "Um profeta" venceu o grande prémio do Júri do Festival de Cannes e é o candidato de França a uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

FOTOGRAFIA-NOVO MERCADO DA ARTE


Eu como amante de Macrofotografia não poderia deixar de postar essa notícia. As fotos elétricas são magníficas, o sujeito tem toda minha consideração, um verdadeiro artista. Fonte dos dados: BBC Brasil.
Depois de dedicar 20 anos de sua carreira à fotografia de paisagens, o americano Robert Buelteman descobriu uma nova maneira de registrar a natureza: utilizar eletricidade para iluminar folhas e flores, em uma técnica que dispensa o uso da câmera e de lentes.
O fotógrafo utiliza instrumentos cirúrgicos para posicionar as plantas sobre uma mesa transparente, e em seguida posiciona uma matriz metálica, na qual estão o filme e uma emulsão fotográfica. O conjunto é, então, ligado a uma fonte elétrica.
Em um quarto escuro, ele então aciona a eletricidade de altíssima voltagem, que pode vir de fontes como o tungstênio, o xenônio ou fibras ópticas.
“Esta técnica tem mais semelhanças com a tradicional pintura japonesa a nanquim do que com as atuais formas de fotografia”, diz Buelteman. “Cada entrada de luz, assim como cada pincelada na pintura, não foi ensaiada. E uma vez, liberada, não pode ser desfeita.”

ENSAIO DO CRÍTICO BILL HARP - "REVISTA MECENAS", año3 -nº10-junio / julio de 1994 - Buenos Aires

"Caminos,Compromissos y Reflexiones Sobre El Arte".É um ensáio referencial do crítico Bill Harp que nos foi enviado por Carmella Buanez Virter que passa a integrar nosso arquivo Vale.

terça-feira, 21 de julho de 2009

JOSÉ MARIA MEJHIAS ENTREVISTA O CRÍTICO BILL HARP

J M - O MUNDO CONTEMPORÂNEO CONSTROI CULTURAS EM CIMA DE MITOS?
B.H -Um dos erros atuais principalmente envolvendo a midia é adotar o mito produzido com certa hipnose para construção das chamadas culturas.Os valores são se quer vistos é algo construído em um apelo imediato.Estes erros contribuem para a desconstrução total do conhecimento.põe em risco a sociedade através de custos às vezes irreversíveis.
J.M. - Cria-se ao seu modo de pensar uma sociedade amoral?
B.H. - Sim é uma forma que impõe e determinam condições onde a violência caracteriza-se em generalizar tudo e a todos.Uma nova construção de culturas cognitivas porém sem referências que possam justificar o pensamento.A ideia é descartada em função de uma produção banal de mitos imediatistas ou mesmo sem nenhum suporte objetivo.
J.M. - Há uma irracionalidade implantada?
B.H. - Talvez.Muitos aproveitam-se da falta de referências e das bestialidades ditas e realizadas para lucrar.É a selvageria cruel que impõe faz vitimas.O tempo para muitas irá colocar as coisas no eixo.Para mim esse desconhecimento instintucionalisado é feroz ele pulveriza.Está no mesmo patamar da miséria absoluta que presenciamos em países colonizados reféns da possibilidade de aprender exercer sua condição de liberdade.A mensaje sem substância mata e gera violência.
J.M. - Concluindo: esse despreparo cultuado em parte é devido a formação de opiniões distorcidas, ameaçam a paz.
B.H. - Não tenho dúvida.É um processo corruptivo porque não há como resolver os sérios conflitos sociais com um pensamento sucatiado.Quais os vínculos que hoje existem entre cultura,criatividade e comunicação.São raríssimos.Como fazer proveito da comunicação que promova a experiência e descarte a improvisação?A finalidade dos meios de comunicação entre eles a arte é a de provocar a reflexão.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ESTÉTICA DO CONSUMO

A QUESTÃO DO BELO DEVE SER ANALISADA SOB VÁRIOS PARÂMETROS,ENTRE ELES O CONCEITO GREGO.O DIRECIONAMENTO HISTÓRICO E FILOSÓFICOS SÃO BASES PARA CRIAR NOVOS POSICIONAMENTOS E CONCEITOS.

A estética e o tempo
Em edição luxuosa, Umberto Eco percorre a História da Beleza
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ANTIGUIDADE Busto Feminino, do século II a.C.
Nas últimas linhas da luxuosa edição História da Beleza, após 400 páginas de idéias, textos históricos, análises e ilustrações, o professor, estudioso e escritor italiano Umberto Eco chega a uma conclusão. Falando de um hipotético explorador do futuro que voltasse ao recém-encerrado século XX para descobrir o que era considerado belo em nosso tempo, Eco declara: ''(o explorador) Será obrigado a render-se diante da orgia de tolerância, de sincretismo total, de absoluto e irrefreável politeísmo da Beleza''.
É assim mesmo, com letra maiúscula, que o escritor - catedrático da Universidade de Bolonha, mais conhecido por romances como O Nome da Rosa - refere-se a seu objeto de estudo. A reverência com que aborda o tema fica clara ao longo deste lançamento. Mas o que realmente cativa o leitor é a erudição de Eco, qualidade que fica evidente sem que o autor soe, em nenhum momento, pedante. Antes de chegar ao século XX, Eco passeia por Grécia e Roma antigas, pela Idade Média, pelo Renascimento, pela estética vitoriana do século XIX. Ele se apóia em textos de Platão a Eric Hobsbawm, passando por Dante, Kant, Hegel e Kafka, e reproduz trechos destes e de muitos outros autores. Trata-se de uma viagem pela história do homem, da arte e, sobretudo, do olhar.
Apesar de ser repleto de reproduções de quadros e esculturas, História da Beleza não é um livro sobre Arte. Quem faz a ressalva é o próprio Eco. ''É uma história da Beleza e não uma história da arte (ou da literatura ou da música), logo, só serão citadas as idéias expressas no decorrer do tempo sobre a arte quando relacionarem Arte com Beleza'', escreve. Mas o próprio Eco admite que a arte sempre foi - e é no livro também - o principal meio de documentação da beleza, porque foram ''artistas, poetas, romancistas que nos contaram através dos séculos o que eles consideravam belo e que nos deixaram seus exemplos''.
DAMAS Leonardo da Vinci pintava figuras femininas fugidias, como no Retrato de Cecilia Gallerani
De qualquer forma, neste volume os exemplos do que foi e é considerado belo vão além das pinturas: a análise se estende à arquitetura, às fotografias do cotidiano, à publicidade, à moda. O livro começa com linhas do tempo ilustradas, mostrando como figuras ligadas à beleza (Vênus, Jesus Cristo, Maria, reis e rainhas) foram representadas de formas diferentes ao longo dos séculos. No caso da Vênus, a linha começa com uma estatueta de uma mulher do 30º milênio a.C. e termina com uma foto da atriz italiana Monica Bellucci nua, feita para o Calendário Pirelli de 1997. Nesse intervalo, relata Eco, muitas coisas mudaram - e algumas até permaneceram iguais.
A idéia da beleza feita de proporções ideais, por exemplo, permeia todo o livro. Da chamada ''Beleza grega'', presente nas estátuas dos séculos anteriores à Era Cristã (e retomada pelos homens da Renascença), passando pelos pitagóricos da Idade Média (que aplicaram proporções matemáticas para determinar os intervalos entre as notas musicais) e chegando a nossos dias, relações de geometria e matemática sempre demarcaram preferências estéticas. Há, porém, um detalhe determinante: os padrões se alteraram ao longo dos tempos. ''Parece que em todos os séculos se falou da Beleza da proporção, mas que segundo as épocas, apesar dos princípios aritméticos e geométricos declarados, o sentido dessa proporção foi mudando'', diz Eco.
Graças ao texto fluido e à vasta instrução do autor, todos os períodos retratados na obra (escrita em ordem cronológica e dividida também por temas como ''a religião da Beleza'' ou ''a Beleza cruel e tenebrosa'' dos pesadelos, do sofrimento e da violência) são interessantes. Mas, talvez pela proximidade cronológica ou pela vocação para a contradição, o século XX é mais atraente. Eco esquadrinha temas como a estética do consumo (a beleza atrelada ao valor comercial dos produtos), o ''socialismo utópico'' das construções arquitetônicas, o triunfo da função sobre a forma - e a subversão de tudo isso, em movimentos de vanguarda como o dadaísmo ou na ironia da pop art. Antes de chegar aí, História da Beleza percorre um longo, rico e fascinante caminho. É um prazer percorrê-lo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

INTELECTUAIS E ESPECIALISTAS OPINAM SOBRE A 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

Respectivamente,José Maria Mejhias,Mary del Priori e Vicente de Percia
28ª BIENAL DE SÃO PAULO,"EM VIVO CONTATO", de 25 até 06 de dezembro 2008


Os convidados :José Maria Mejhias-J.M.-(Escritor,crítico,mestre,pesquisador de Arte Contemporânea Latina Americana,professor de estética,poeta,com várias publicações);Mary del Priori-M.P.-(Históriadora,palestradora,Doutora em Museologia com vários livros publicados e premiados);Vicente de Percia-V.P.-(Crítico,ensaísta,mestre,membro da A.I.C.A,pesquisador da Bienal de São Paulo,juri de vários salões,curador,com vários livros publicados).Bow Art-B.A.-


B.A. - A 28ªBienal de São Paulo,ficou conhecida como "Bienal do Vazio",mas que adota o título oficial de "Em Vivo Contato".Essa dupla titulação,principalmente tratando-se de uma Mostra Internacional,não acarreta mais polémica e incerteza quanto aos objetivos a serem alcançados?

J.M.-De imediato fico curioso na questão da imagem,pois o título adotado induz a questão do questionamento da estética,a grande produção atual é extremamente abrangente em todas as possibilidades inclusive de representação.O tema intui poderes e direcionamementos de certa domesticação.A idéia mais profunda de universalidade como as redes de informática,vídeo figuram,também como suportes.Creio que se essa perda de singularidade onde se afirma quase obstinamente o fim e o início de algum estágio de criação é uma temporalidade reacionária política.Os últimos eventos similares à Bienal, ocorreram nesse erro.O mais correto é buscar elementos que se distancie de uma linearidade compulsiva.


M.P-Para uma simples espectadora a dupla titulação cria, no mínimo uma interrogação.Numa primeira mirada,"vazio & contato" pressupõe situações excludentes.Mas ambas as palavras permitem,também,outras leituras:o vazio como espaço de construção possível;como agenda de um projeto no qual a maneira de Sarte,a Bienal"se faria fazendo".

V.P-Espero que seja montado em torno dos temas propostos e elementos que solidifiquem o Evento. "Bienal do Vazio" - não vejo nada de mal em adotar este significado,pelo contrário,acho desafiador e possível, junta-lo a segmentos no exercício da Arte que vislumbre "uma rede" na busca de identidades ou enfoques especificos,perceptivos quanto a organização social,a legitimação,o mercado,rupturas e erros.Teríamos um objetivo:analisar o que vimos,o que está para vir e o que não deveria repetir-se.

B.A-Segundo os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen um dos motivos seria diminuir o ritmo para que se possa questionar a História das Bienais de são Paulo.Partindo de uma visão sincrônica,o feed beck e os múltiplos registro poderão ser observados e colhidos ao longo das décadas.

J.M-Os últimos eventos semelhantes cogitavam em viabilizar o "novo & diferenciado".Quer a todo custo impor um processo de transformação até mesmo na abstração visual.No todo observamos uma contextualização generalizada que se perde por idéias subjetivas onde o centro de atração é o artista que fala,a obra fico em quinto plano - no caso, para mim se estabelece o vazio.É realmente um desafio buscar uma visão diacrônica(todo) partindo de um tema,penso que essa tarefa deve ser feita a longo prazo.

M.P-Como historiadora,me agrada a idéia de ver reconstituídas as permanências e rupturas observadas ao longo do tempo e as relações da arte com as diversas conjunturas políticas,sociais e culturais pelas quais passou o país em especial,São Paulo.A história das instituições é um domínio rico e complexo que nos ensina sobre as condições de produção e difusão das idéias e das representações,sobre os espaços de formação e de coerência entre artistas e intelectuais, e sobre as redes de poder que se estabelecem a partir daí.

V.P- A estratégia para se chegar a essa meta de início parece-me frágil.O fato histórico requer uma imersão profunda.A visão crítica dentro desse contexto fortifica inúmeros questionamentos tais como:continuamos a ser colonizados a partir do pressuposto que devemos "mudar"?;de que forma, assumimos um comportamento globalizante?;chavões como fugir do consumo ou virar as costas para a produção.Quais os parâmetros de abordagens para situar o presente,passado e a tarefa artística atual?Procurar uma saída é se distanciar sem nenhum saudosismo,e esquecer os fenômenos que outras gerações passaram;o porquê dos dados superficiais?Há uma estagnação cultural?;após o relativismo praticamente não há contestação.Vivemos tempos de concordância e domesticação.

B.A- Outro fato bastante discutido é o posicionamento dos curadores de não preocupar-se com o grande público,ou seja ativar a mídia no tocante às visitações,nem obter um comparecimento maciço,aliais como tem sido feito.Elitizar,talvez?

J.M -Quanto mais abrir as porteiras melhor,o importante é também, captar a imprevisibilidade do inconsciente.Nós não temos o hábito, nem condições econômicas e apóio cultural para de ir de encontro aos eventos formativos.Com um chamamento dos meios de comunicação,a presença será maior do que a esperada.O ideal é interagir com os multifacetados segmentos sociais,principalmente na América latina.Mostrar as contribuições das civilizações e os ciclos através do tempo.

M.P- Ou um bom pretexto para conhecer melhor o público que comparece à Bienal.Trata-se de uma público culto?De pessoas que acumulam outras idas à Bienal?De gente ativa e com pouco tempo?sabemos que hoje em dia,o público ocupa um lugar central nas políticas dos estabelecimentos culturais,se constituindo num campo de intervenção para serviços e especializados do tipo visitas-guiadas,palestras,atividades lúdicas,etc...Isto está ligado às exigências de financiamento de exposições e as necessidades de democratização cultural.Estudos demonstram que quanto mais escolarização maior vontade de "gozar a arte".Deste ponto de vista,a posicionamentos dos curadores pemitiria certamente avaliar o quanto estamos "escolarizados".

V.P-Sinceramente,não creio que seja essa a idéia dos curadores.No caso especifico, buscam repensar a visita,formulando outros compromissos, visto que já conhecem os métodos anteriormente empregados.Vejo que estão indo de encontro a um aperfeiçoamento,de certa forma inovador, desfazer-se de uma escravidão metodológica,como elemento constante na Bienal de São Paulo; uma visitação passiva;os agentes merecem uma nova experimentação nesse aspecto.Dessa forma, articular outra forma de visita e com isso, integrar-se ao tema proposto-ver um novo espaço,criar novos ares.Outro fato que acho importante é não cair na repetição,as várias Bienais têm sido repetitivas quanto a permanência quase cativa de inúmeros artistas(convidados).A 28ª Bienal,através de seus curadores mudou essa constância,antes semelhantes as reprises de filmes nos canais de TV.
B.A.-Qual sua opinião diante das seguintes declarações dos seus curadores publicados pela Imprensa.
"Esse projeto nunca se colocou como uma negação.O vazio se propõe com espaço de potência,de repensar,entrar no ar"
J.M-São posicionamentos que só podem serem avaliados após o término da Bienal.Acho o tema relativamente fechado,pois da mesma maneira que gerenciamos o nosso tempo,ele pode ser alienante ou construtivo.O Vazio em si,não significa não pensar,apesar de marcar uma estética atemporal,usando uma metáfora,dentro do mesmo esquema.Como chegar lá?Sem regras ou direcionamentos pré-estabelecidos?Faz parte do estrago causado pela tradição cartesiana?
V.P.-Critérios de avaliação múltiplos?Obra x desordem;x harmonia;x caos;x belo?O espaço seria o suporte central dessa Bienal e ao olhar caberia toda uma elasticidade?Diferente das ciências exatas a arte acolhe um vis-a-vis fora do alcance e cultiva "dizeres e sofismas,conceitos,devaneios e mesmice" indo de encontro a improvisação e distanciando-se do imaginário convidativo que abarca a idéia.Qual a preocupação da génese da estética?Para relembrar nas artes plásticas dos anos 10 e 20 do séc xx,surgia o cinema experimental cuja origem estaria no futurismo.E agora?
M.P- Os curadores talvez estejam nos convidando a perceber a arte como uma dimensão plural da sociedade,cada vez menos dependente de critérios arbitrariamente definidos,e mais ligada à diversidade de desejos e de necessidades de artistas e do seu público.A filosofia estética moderna abriu,também as portas para outras questões que podem estar aí contidas:o gosto é relativo?A beleza é fundamental?etc.
B.A-" Estamos propondo um outro tempo de ver,uma exposição".Que tempo é esse?
J.M- Há uma colocação por parte dos curadores válida,expressiva para ser inserida no seu transcurso,ou seja o olhar além das obras expostas,fugir a certa direcão e enfrentar um tempo de comformismo e repetição.Abre-se possibilidade de situar a arte na busca de resultados mais abrangentes,no complexo da atividade humana.Há o lado estático da atividade;voltada para as ciências exatas e essa correnteza é um dos processos adqüiridos atualmente, inclui-se nela: a moral,a génese das múltiplas linguagens,a religião,etc... que situam-se em outros diferenciais.A contestação de arte-ciência e seus derivados tem chamado atenção para a produção artística,principalmente por utilizarem-se da tecnologia,serem mais reflexivos quanto a sua construção.Trazer a comunicação atrelada a arte e fazer da "atividade" fonte para os conceitos de estética é essencial.Quando surgiu a arte? - um outro tempo de ver a Bienal - a transformação da idéia e consegüentemente, novas posturas,atingem a atividade artística - aí surge um tempo localizado.O desenvolvimento histórico e a arte como elementos que permitem fazer a leitura,revisão de etapas e ciclos.Trata-se de um processo instalador da pesquisa, para por em pratica o estudo das relações entre Arte e Ciência.Enfrentamos uma avalanche de teórias e quando elas não se concluem, fogem de imediato à objetividade, flexibilidade,conduz a falar e não explicar.
M.P- na visão de uma historiadora,poderia ser o tempo do olhar humano,pois é pelo olhar que o indivíduo encara o tempo do ele vê.Ele pode, a seguir descrever o que Vê,projetando seu olhar no pensamento,elaborando a partir daí uma narrativa sobre o que viu.
V.P-As última Bienais,a meu ver,eram "cheias",faltava um mergulho em função da tarefa artística, diante da nossa catrastrofe e esplendor.Os atuais curadores foram ousados e sensatos quanto a "um outro tempo de ver".Para o público leigo e alguns iniciantes da Arte e bom deixar claro certos diferenciais tais como:pós-modernismo nada tem que haver com pós modernidade.Para ser um pouco mais provocador:engraçado é estar em estado de graça e amoral: não ter opinião formada .A preocupação de tornar a arte menos elitista esbarra em superar contradições dos aspectos radicais e conservadores da arte.O autoritarismo e as arbitrariedades estão nas sociedades avançadas,elas são tanto prazerosas como repressoras;autoritárias como lirbetárias.A idéia de ver um espaço vazio,intriga, pois descontruimos e estamos diante de um outro tipo de corpo.Os corpos constituem uma forma de falar.Que tal sair do humanismo sentimental de Michel Focould?Existem conceitos referente ao humanista,um deles é no Renascimento tendo o homem como o centro das atenções acadêmicas.Trazer à tona controversias e afinidades tende a um efeito criador.A Bienal Paralela,já na sua quarta edição,no Liceu de Artes e Ofício de São Paulo reunirá 61 artistas e 11 galerias -a grande Mostra chamada off-Bienal, poderá ser amplamente apreciada em todo o seu contexto,inclusive com a participação de artístas que já, por várias vezes, estiveram na Bienal de São Paulo e dessa vez, estão fora,apenas, alguns kilomemtros.Esse processo de induzir a criar, aproveitando-se do evento,serve em muito para se diagnósticar o Aqui e Agora.