sábado, 3 de dezembro de 2011

A CONTINUA QUESTÃO DO RACISMO - TRIBO NYAMBI É EXIBIDA NO JARDIM ZOOLÓGICO DA ACCLIMATION EM PARIS, 1932

Uma exposição no museu do Quai Branly, em Paris, mostra como seres humanos considerados "exóticos, selvagens ou monstros" foram exibidos durante séculos em feiras, circos e zoológicos no Ocidente.
A exposição Exibições – A Invenção do Selvagem indica, segundo os organizadores, que esses "espetáculos" com índios, africanos e asiáticos, além de pessoas portadoras de deficiência, que tinham o objetivo de entreter os espectadores, influenciaram o desenvolvimento de ideias racistas que perduram até hoje.
"A descoberta dos zoológicos humanos me permitiu entender melhor por que certos pensamentos racistas ainda existem na nossa sociedade", diz o ex-jogador da seleção francesa de futebol Lilian Thuram, um dos curadores da mostra.
Thuram, campeão da Copa do Mundo de 1998 pela França, criou uma fundação que luta contra o racismo. Ele narra os textos ouvidos no guia de áudio da exposição.
"É difícil acreditar, mas o bisavô de Christian Karembeu (também ex-jogador da seleção francesa) foi exibido em uma jaula como canibal em 1931, em Paris", diz Thuram.
A exposição é fruto das pesquisas realizadas para o livro Zoológicos Humanos, do historiador francês Pascal Blanchard e também curador da mostra.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ISLAMIC ARTS MUSEUM MALAYSIA

Interest in Islamic art has grown enormously in recent years. Reflecting this awareness, in December 1998 Malaysia became home to Southeast Asia’s largest museum of Islamic art. The building occupies 30,000 square metres, situated amid the leafy surroundings of central Kuala Lumpur’s Lake Gardens.

The Islamic Arts Museum Malaysia houses more than seven thousand artefacts, as well has an exceptional library of Islamic-art books. The art objects on display range from the tiniest pieces of jewellery to one of the world’s largest scale models of the Masjid al-Haram in Mecca. The aim is to create a collection that is truly representative of the Islamic world. Instead of concentrating on works from the heartlands of Persia and the Middle East, IAMM also puts the emphasis on Asia. China and Southeast Asia are especially well represented. The third component of the Malaysian melting pot is India, which is also given special status. India, China and the Malay world are in an exceptional category. Other parts of the collection are displayed according to type rather than geographi

FOTOGRAFIA - DIANTE DA DOR DOS OUTROS

Ser ou não ser da fotografia

O escritor francês George Bataille foi influenciado pela fotografia e pelo poder da imagem em retratar a dor dos outros

Por Luciana Cavalcanti, do Fotograficaminhamente

Ontem me vieram à cabeça duas perguntas, após uma semana repleta de discussões instigantes e leituras pertinentes à história, sociologia e antropologia — estas áreas relacionadas à fotografia. Também após encontrar bons — às vezes inúteis, felizes ou infelizes — comentários sobre a fotografia e seu uso como instrumento de ego e não de pacificação e discussão construtiva das ideias.
Para muitos, a fotografia pode ser registro do real, obra de arte, instrumento de pesquisa, recorte de um plano, de uma ideia, testemunho, objeto de fazer e fixar memória, inspiradora de conceitos, de imaginação, de contação de histórias etc. O leitor, mais que do que eu, pode atribuir várias afirmações a respeito da fotografia, sobre o que ela é.
O uso da fotografia, porém, é um fetiche — e disso não se pode escapar. Ela pode mudar comportamentos ou inspirar uma transição de pensamento importante na história de uma época ou de um grupo. Seguindo esta premissa, descubro que uma das maiores provas da motivação pela imagem fotográfica foi o escritor francês George Bataille.
A relação de Bataille com o bizarro, com o voyeur, com o inusitado, com o fetiche (e tudo isso embutido no seu pensamento sobre corpo, vida, morte, sexo e erotismo) é recorrente em sua obra. Bataille foi arquivista da Biblioteca Nacional da França. Inspirado pelo seu terapeuta, resolveu dedicar-se à temática das extravagâncias sexuais e pelo êxtase, a fim de exorcizar — segundo afirma a literatura — seus tormentos psíquicos.
Mas o que me chamou mais a atenção sobre a inspiração de Bataille foi o artigo “George Bataille: Imagens do Êxtase”, escrito pelo filósofo Luiz Augusto Contador Borges e publicado pela revista Agulha em 2001. Contador afirma a influência enorme no início da vida profissional de Bataille por um conjunto de fotografias realizadas durante um ato de esquartejamento na China Imperial, em 1905. A vítima era o suposto assassino de um príncipe.
Na execução do chinês Fou Tchou Li e seu Suplício dos Cem Pedaços, o sorriso visto em seu rosto é absurdamente intrigante. Ao documentar o ato visto por tantos espectadores, o psicólogo francês George Dumas fica atordoado com o acusado impávido diante do corte de seu próprio corpo e do prolongamento de sua condição de estar entre a vida e a morte, sendo tratado sadicamente por seus algozes.

domingo, 16 de outubro de 2011

ARTE EM PARIS E CORRESPONDENTES

Paris viveu uma noite de arte mês de outbro: a décima edição de sua "Noite Branca", um apanhado de proposições artísticas contemporâneas que se espalham pela cidade para propor aos visitantes uma noite em claro.
Mais de 100 instalações e performances artísticas de diversas categorias, criadas especialmente para a ocasião, abriram suas portas quando o sol se pôr e permaneceram ativas até domingo  criado na capital francesa e copiado em outros pontos do planeta, de Buenos Aires a Toronto.
Frente a algumas cidades que, como Madri, o transformou em bienal por conta da crise econômica, Paris aposta nesta manifestação "que permite às pessoas ter acesso à arte de forma singela em momentos conturbados", segundo as palavras de Christophe Girard, que idealizou o evento há uma década.
"Cada edição é diferente", acrescenta Girard, que espera que dois milhões de pessoas participem da grande exposição ao longo da madrugada.
Para seu 10º aniversário, a "Noite Branca" ficou à cargo de Alexia Fabre e Franck Lamy, diretores da manifestação, que propuseram quatro grandes percurso pela cidade.
Nos arredores da Prefeitura destaca-se a proposta assinada por Pierre Ardouvin, que proporciona aos visitantes um passeio, com guarda-chuva em mãos, por um estúdio de cinema sob uma fina chuva púrpura, escutando uma versão revisitada de uma canção de Prince.
Um pouco mais ao norte, no bairro de Saint-Georges, um labirinto de tecidos brancos idealizado pelo americano Jungwan Bae levou o visitante a um ambiente de desorientação.
Não muito longe, a artista japonesa Sachiko Abe  passou toda a noite cortando papel, com o objetivo de fazer uma reflexão sobre a passagem do tempo, através da imagem e do barulho provocado pelo papel caindo e as tesouras.
Já no pátio do colégio Jacques-Decour, o mexicano Carlos Amorales preparou uma instalação composta de 30 mil borboletas de papel, que oferecem um espetáculo que o artista pretende que provoque sentimentos de sedução ou repulsa.
Algumas fachadas do bairro de Batignoles serão preenchidas de luzes em uma projeção idealizada pelos alunos da Escola de Belas Artes, enquanto Fabrice Hyber propõe, a dois passos dali, uma representação na qual participam 50 super-heróis de histórias em quadrinhos.
Finalmente, no bairro de Montmartre, Christian Boltanski abrirá seu "teatro oficina", no qual vários atores interpretaram uma peça pela madrugada afora.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

UTENSÍLIOS DO COTIDIANO COMO OBRA DE ARTE

El Museo Guggenheim Bilbao ha ampliado su colección con la compra de las obras "Hogar", de Mona Hatoum, y "Sin título", de Doris Salcedo, y con la donación de la instalación "¿Cómo te vas a comportar? Un gato de cocina habla", de Liam Gillick, y de tres fotografías de José Manuel Ballester.
Según ha informado este museo en una nota, la primera de estas obras "Hogar" (1999), que ha costado 525.000 dólares (392.000 euros), se compone de una gran mesa sobre la cual reposan varios utensilios de cocina conectados entre sí mediante pinzas y cables, que a su vez están enchufados a una toma de corriente.
Su autora, Mona Hatoum (Beirut, 1952), es una artista "fundamental para entender el desarrollo del lenguaje escultórico y el arte de instalación desde la década de los ochenta", según ha subrayado el Guggenheim.
a segunda obra adquirida por la Sociedad Tenedora del museo, con un coste de 725.000 dólares (541.500 euros), es "Sin Título" (2008) y pertenece a la serie más extensa de Doris Salcedo (Bogotá, 1958), ya que se inició en 1989 y aún está en curso. Con esta adquisición, Doris Salcedo se concierte en la primera artista latinoamericana en formar parte de los fondos del Museo Guggenheim Bilbao.
La compra de estas dos piezas forma parte de una nueva línea estratégica en la política de adquisiciones del museo.

NOVAS AQUISIÇÕES EM INHOTIM, MINHAS GERAIS, BRASIL

O que há de comum entre A bica, do artista plástico baiano Marepe, Elevazione, do italiano Giuseppe Penone, e Strassenfest, da alemã Isa Genzken? Aparentemente nada, mas as três são novas aquisições das galerias de Inhotim. A inauguração oficial foi realizada  poderão ser conferidas pelo público.
Para Júlia Rebouças, curadora assistente do museu, considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, apesar de as peças não integrarem mostra específica, a intenção é criar uma relação entre elas, além de provocar o diálogo com trabalhos instalados no espaço. “Temos obras muito interessantes, como o Beehive bunker, do artista norte-americano Chris Burden, que passa a fazer parte da exposição permanente. É um bunker feito com sacos de cimento, ou seja, uma obra de arte feita com a própria matéria-prima. Isso é bem curioso”, comenta.
Destaca-se A origem da obra de arte, da mineira Marilá Dardot, formada por 1,5 mil vasos de cerâmica no formato das letras do alfabeto, com sementes e material de jardinagem. O visitante poderá plantar, além de construir palavras e frases num enorme campo gramado. “O público vai dar vida ao trabalho da Marilá. Ele vai sendo construído aos poucos”,
Outra obra que promete chamar a atenção é Elevazione: peça de bronze, similar a um tronco, é aparentemente sustentada por quatro árvores. Fica em nova área de visitação, entre a galeria Cosmococa e a obra Beam drop. A união desses dois espaços era planejada pela curadoria há algum tempo. “Todos os anos, a gente acrescenta esculturas, instalações e quadros a nosso acervo, que deve ter em torno de 500 obras. Nenhuma delas foi produzida especialmente para Inhotim, mas são superimportantes.
Entre as novidades estão trabalhos de Giuseppe Penone, Chris Burden, Marilá Dardot, Cinthia Marcelle, Marepe, Eugenio Dittborn, Lothar Baumgartgem, Isa Genzken, Susan Hiller e Thomas Hirschhorn.INHOTIM
Arte contemporânea. Em Brumadinho (MG), acesso pelo km 500 da BR-381. Terça a sexta, das 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriado, das 9h30 às 17h30. Informações e visitas agendadas: (31) 3227-0001. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Crianças até 5 anos não pagam

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A CRÍTICA MARIA JOÃO MACHADO FAZ UM RESUMO SOBRE O ACRÍLICO E A OBRA DE ARTE

O início da década de 60 estabilizou o acrílico na obra de arte. O facto é que um novo chamamento estético, ou seja um material inovador aparecia para contestar a arte. Quais os efeitos desta nova tendência que desafiava o bom senso conservador?Era, pois a ruptura vinda através dos meios materiais e dos instrumentos usados não pelo artista e sim por artesões e cedidos pela tecnologia que seguiam mapeamentos dados pelos artistas e feitos por outras mãos especializadas. A moda pegou e se presentifica até hoje, inclusive mostrando que outros materiais industrializados como o ferro, barro, madeira, etc  fossem  aproveitados neste novo fazer artistíco.
Lisboa, setembro de 2011