segunda-feira, 8 de agosto de 2011

GRAFITE - ARTE NOS MUROS NOS ESTADOS UNIDOS

Manchas frescas de grafite decoram placas de sinalização perto do mar. Tags têm aparecido nas grades ao longo das trilhas de terra perto do Parque Griffith, do outro lado de Santa Monica, na Califórnia.

Quase diariamente, há retoques frescos nas paredes do Vale de San Fernando, em prédios do centro de Los Angeles e em outdoors ao longo das rodovias.
E Los Angeles parece não estar sozinha ao lidar com uma recente onda de grafite, que tem transformado alguns lugares improváveis. A nova safra de rabiscos está florescendo em muitas comunidades de tamanho modesto de todo o país - em locais como Florence, no Alabama; Reserve, no Novo México; Taylors, na Carolina do Sul, e em grandes cidades como Nashville, no Tennessee, e Portland, em Oregon - enquanto grandes cidades como Chicago, Denver, Nova York e Seattle dizem que campanhas de vigilância antigrafite têm poupado seus muros.
Foto: The New York Times


Muro é coberto por grafites em Los Angeles, na Califórnia


"Tudo isso apareceu, de repente, nos últimos seis meses", disse Tim Sandrell, proprietário do Safari Adventures in Hair, de Florence. "Eu tenho o salão aqui há 10 anos e estou realmente desapontado que nós estamos vendo esse tipo de atividade agora. Temos uma bela cidade histórica, e é muito perturbador para mim ver isso acontecendo".
A onda de grafite gerou preocupação entre as autoridades da cidade e reabriu um debate sobre a glorificação da prática - seja em peças de museu, tatuagens ou anúncios de televisão - ter contribuído para o retorno do que consideram uma praga urbana e um sinal de decadência econômica. Mas ela também gerou um debate sobre o que tem causando esse aumento recente e se ele pode ser um indicador precoce de que a ansiedade e a alienação estão crescendo em algumas áreas urbanas lutando por causa do desemprego teimoso e persistente trazido pela recessão.
Estatísticas
As últimas estatísticas de Los Angeles, onde a taxa de desemprego era de 11%, atestam um problema crescente: a cidade teve removidos 3.288 metros quadrados de grafite no ano fiscal que terminou 30 de junho, um aumento de 8,2% em relação ao ano passado, segundo as autoridades. "Nós vimos a quantidade de pichações subir anualmente", disse Paul Racs, diretor do Escritório de Embelezamento da Comunidade.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CIDADES CARAS

Todos os anos, a empresa de consultoria Mercier realiza uma pesquisa para determinar quais são as cidades mais caras do mundo para os estrangeiros, levando em conta diversos fatores como preços dos transportes, dos bens e serviços e do lazer. No levantamento, há lugar para surpresas: Luanda, capital da Angola, encabeça a lista. Outras cidades têm perfil mais turístico, como Tóquio, Moscou e Cingapura. Mas a notícia que chama a atenção é que São Paulo, que estava em 21º lugar no ano passada, pulou para o décimo lugar no ranking

terça-feira, 12 de julho de 2011

SACADAS DE CARTAGENA, COLÔMBIA

As sacadas da histórica e romântica de Cartagena de Índias, ao norte da Colômbia, são como uma espécie de arte final que fazem de sua região antiga uma obra-prima admirada por todos que passeiam pelas estreitas vielas e se deleitam com as histórias de piratas e de amores do Caribe.
Seu belo estilo singular, similar ao da arquitetura da Cartagena colonial, tem influência espanhola, principalmente da região da Andaluzia, porta de entrada da maioria dos colonizadores ibéricos que chegaram ao novo continente e trouxeram seus costumes.
"Nós temos herança andaluza, as primeiras construções refletem essa influência que é também árabe dada esta colonização na Espanha que durou 800 anos", disse à Agência Efe o especialista em preservação, observação e restauração do patrimônio histórico, Ricardo Sabaleta.
Pouco se sabe sobre a origem das sacadas, mas arquitetos que estudam a história e as origens da cidade acreditam que foram erigidas pela necessidade de refrescar as casas durante as temporadas mais quentes do ano.
No início "os balcões tinham uma propósito eminentemente ambiental" já que sua construção aberta, iluminada e a especial disposição dos balaústres e das colunas das varandas permitiam a entrada do vento marinho que circulava por toda a casa, permitindo um "ambiente fresco e agradável", detalhou Sabaleta.
"Para se proteger do forte calor, as casas têm muros largos que são termodinâmicos e, portanto, as sacadas servem como proteção da incidência do sol, ou seja, são como uma grande ala que se projeta para fora da propriedade. O que acontece é que o sol chega apenas até o balcão e não passa para a parte interna do imóvel", acrescentou.
Cartagena tem uma temperatura média anual de 28 graus centígrados, no entanto, por volta de meio-dia durante as temporadas mais amenas o termômetro dificilmente marca menos de 30 graus centígrados e a umidade relativa média é de 85%, o que dá uma sensação térmica elevada que chega a ser sufocante.
As sacadas que enfeitam a maior parte dos velhos casarões, milhões de vezes fotografados por turistas, constituem o principal atrativo dentro da já fascinante arquitetura de Cartagena e serviram e continuam servindo de inspiração para poetas, escritores, pintores, escultores e artistas.
Estes espaços exclusivos decorados muitas vezes com flores coloridas que evocam histórias de amores proibidos protegidos pela penumbra da noite e pela tênue luz dos postes de luz fazem parte também dos cenários reais e imaginários presentes nos romances do Nobel colombiano, Gabriel García Márquez.
Os balcões são, segundo Sabaleta, "únicos no mundo" e podem ser vistos em diferentes alturas em todas as ruas da cidade. São coloridos, amplos, altos, rústicos, sóbrios, republicanos, coloniais, de madeira e de cimento, enfeitados com flores, discretos, mas todos são "indiscutivelmente maravilhosos".
Junto às sacadas de influência colonial em sua construção em Cartagena também estão as que foram erguidas com a chegada entre 1800 e 1900 da época republicana e nos quais se destacam a robustez de seus balaústres, das colunas e do uso do cimento como material principal nas construções.
Com o passar do tempo, a modernidade e o auge que Cartagena vem conquistando como cidade histórica e turística e, principalmente com as restaurações dos velhos casarões que os transformaram em luxuosos hotéis-boutiques, os balcões adquiriram uma função basicamente estética.


A DECADE OF NEGATIVE THINKING

The Positive News About Negative Thinking

by Abbe Schriber

Mira Schor
 Decade of Negative Thinking: Essays on Art, Politics, and Daily Life
When Osama bin Laden was assassinated earlier this year, it was an uncanny coincidence that I happened to be reading Mira Schor’s essay chronicling the days after September 11. The essay, “Weather Conditions in Lower Manhattan,” is published in Schor’s collection A Decade of Negative Thinking: Essays on Art, Politics, and Daily Life and epitomizes her interest in the raw tensions between past and present, as well as collective and personal trauma and memory. Despite its seemingly random placement, like the other essays in A Decade of Negative Thinking “Weather Conditions” considers these themes while invoking the differences between negativity and criticality. A full decade—its own “negative thinking” spurred by the rhetoric of the Bush/Cheney administration, Hurricane Katrina, economic meltdown, and two wars in the Middle East—has now passed since September 11. But the current, abject moment of bin Laden’s death seems to even further accentuate the timeliness of A Decade of Negative Thinking and its insistence on asking hard questions and promoting skepticism in a culture that is often overtly polemical, and in an art world that is often afraid to be “against” popular opinion.





domingo, 19 de junho de 2011

ART NOUVEAU EM BOGOTÁ, COLÔMBIA

El discreto encanto del 'art nouveau' en Bogotá

El discreto encanto del 'art nouveau'
'Ninfhea', por Julien Causse. Jarra para agua de peltre, y florero de cristal, de Émile Gallé.
Foto: Mauricio Moreno / EL TIEMPO

Una muestra exhibe piezas del movimiento nacido a finales del siglo XIX.

Escenas en las que el paisaje no solo es escenario, sino protagonista, junto a figuras humanas que fluyen armónicamente con el viento y el mar o adoptan posturas como si salieran de la naturaleza.
Así son algunas de las 140 piezas que componen la exposición Art Nouveau, que se presenta actualmente en ArtNexus, de Bogotá, y que retrata este capítulo de la historia del arte, cuyo principal empeño radicó en llevar la minucia y la dedicación del artista a objetos de la vida cotidiana.
El art nouveau fue un movimiento que surgió a finales del siglo XIX y se extendió hasta 1914, aproximadamente, justo antes de la I Guerra Mundial, durante la llamada belle époque, que debe su nombre a que Europa pasaba por un periodo de paz y prosperidad.
"Esta bonanza se tradujo en que el propósito de los artistas fue puramente estético y sus obras tuvieron una función decorativa", sostiene el crítico de arte Eduardo Serrano. Con ello, los creadores tuvieron la oportunidad de trasladar ese estilo a piezas de uso habitual que hablaban del refinamiento, el buen gusto y la elegancia.
Las piezas de la muestra Art Nouveau son muy representativas de este movimiento y es la primera vez que se agruparon tantas con este fin en el país, porque las que se conservan no pertenecen a un solo coleccionista, sino a muchos que las han sabido preservar. De hecho, Carlos Alberto González, quien se encargó de la organización y la curaduría, tardó unos tres años en reunirlas, pues no solían llevarse a galerías y salas de museos, sino que se incorporaron a varias esferas de la creación, como la arquitectura, la moda y el diseño, lo cual hizo que sus paraderos fueran espacios privados.
Los objetos de la exposición pertenecen al mobiliario heredado de familias que, a comienzos de siglo, tenían un espíritu hedonista y hasta de ostentación, y accedían a ellas por encargo, mediante catálogos provenientes de Europa.
"Centros de mesa, aguateras, cajas para cubiertos, espejos, floreros, fruteros, jarras y sillas eran las piezas que adquirían con un doble propósito. Por ejemplo, una escultura de estilo art nouveau les permitía hacer gala de que la poseían y además cumplía una función práctica: era una lámpara", añade González.
Mucho se le ha criticado al movimiento una cierta frivolidad, por no reflexionar sobre la muerte, la condición humana o el sentido de la vida. "Sin embargo -opina Serrano-, a nivel creativo favoreció la línea y la asimetría e introdujo un pequeño quiebre con respecto a lo que se había trabajado anteriormente, porque no fue una fiel copia de la naturaleza, sino que introdujo leves deformaciones en la representación para sus búsquedas, a nivel de forma".
Ecos de este movimientoPresencia Colombia
Marco Tobón Mejía, oriundo de Santa Rosa de Osos (Antioquia), fue un gran representante del 'art nouveau'. Hizo gala de este estilo en la revista 'Lectura y arte', hacia 1896, y creó piezas con detalles de refinamiento. En el país, también se destacan los trabajos de Gabriel Orrego.
¿Dónde y cuándo?
En el Espacio ArtNexus, perteneciente al Museo Art Déco, hasta el 15 de julio. Carrera 8a. No. 20-17. De lunes a viernes, de 2 a 6 de la tarde.
MELISSA SERRATO RAMÍREZ

segunda-feira, 13 de junho de 2011

RELAÇÕES FRANÇA BRASIL

RELAÇÕES FRANÇA / BRASIL
por Roberto Cavalcanti 
O CEAQ SORBONNE (Centre d´Études sur l´Actuel et le Quotidien) foi criado pelos professores da Sorbonne Michel Maffesoli e Georges Balandier em 1982.
Trata-se de um Laboratório de Pesquisas, com vocação internacional, tendo como objetivo a pesquisa de novas formas de socialidade e do imaginário sob suas formas múltiplas. O CEAQ SORBONNE acolhe professores e pesquisadores dos mais variados países, devendo-se destacar o elevado número de brasileiros e de brasileiras que ali desenvolvem seus estudos superiores e suas pesquisas.
Os trabalhos desenvolvidos neste grande Centro de Pesquisas são tornados públicos através de duas revistas, « Sociétés » e os « Cahiers de l´imaginaire », e também através de Colóquios regulares.
Foi no CEAQ SORBONNE que nasceu a idéia da criação dos Colóquios França-Brasil, sob a responsabilidade dos professores Michel Maffesoli e Roberto Cavalcanti.
O projeto “CEAQ BRASIL” é um marco de Ação para o Desenvolvimento do Município de Teresópolis, Estado do Rio de Janeiro, e das pesquisas sobre o atual e o cotidiano no Brasil.
Devemos esclarecer que o CEAQ BRASIL é a primeira antena do CEAQ SORBONNE na América Latina. Este fato constituirá uma enorme propaganda Intelectual e Turística para o Brasil, para o Estado do Rio de Janeiro e, particularmente, para o Município de Teresópolis.
OBJETIVOS DO PROJETO
Promover estudos e pesquisas sobre as cidades e a vida cotidiana da sociedade contemporânea visando a colher subsídios para estudos mais aprofundados.
Dar continuidade ao intercâmbio cultural França – Brasil iniciado em 1989 pelo Grupo Le Corbusier-Rio, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenado pelo Professor Doutor Roberto Cavalcanti, juntamente com o CEAQ SORBONNE.
Estreitar o intercâmbio França-Brasil através de um programa comum de pesquisas e colóquios entre o CEAQ SORBONNE e o CEAQ BRASIL.
Organizar colóquios e encontros a nível municipal, estadual, nacional e internacional com a participação de profissionais das áreas pertinentes, de modo a se promover a troca de experiências entre os especialistas das diferentes áreas.
Estabelecer, a partir da elaboração de pesquisas conjuntas, vínculos de cooperação científica que possibilitem o intercâmbio de recursos humanos e técnicos, a nível nacional e internacional.
Propiciar à comunidade científica a possibilidade de usufruir do acervo organizado pelo Grupo, a partir dos estudos desenvolvidos, da informatização e da divulgação.
Projeto de considerável alcance social, na medida em que proporcionará uma integração social através da Cultura e da Educação.
O CEAQ BRASIL abrirá portas para Professores, Pesquisadores e Estudantes de diferentes níveis, desenvolverem seus trabalhos com a possibilidade de fazerem cursos de Extensão, Mestrado e Doutorado na França por intermédio do CEAQ SORBONNE.
O CEAQ BRASIL é uma ONG, conforme legislação brasileira, e deverá estabelecer parcerias e intercâmbios culturais com Entidades Culturais Brasileiras e Estrangeiras que tenham objetivos comuns.
No dia 07 de junho de 2011 aconteceu no Hotel Sofitel Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira reunião de coordenação entre o CEAQ SORBONNE e o CEAQ BRASIL para programar as atividades futuras do CEAQ BRASIL de acordo com a Filosofia de trabalho do CEAQ SORBONNE.
Presentes à reunião os Presidentes Honorários do CEAQ BRASIL, pela França o Professor Doutor Michel Maffesoli e pelo Brasil o Professor Doutor Roberto Cavalcanti e a Diretora de Assuntos Internacionais Professora Doutora Rosza W. Vel Zoladz. O crítico de arte, professor e escritor Vicente de Percia é o presidente em exercício.
Após a reunião os Professores participaram de um almoço de confraternização no Clube Marimbás, na praia de Copacabana. Drº Roberto Cavalcanti, vice-presidente foi o gerenciador deste encontro.
Na foto, da esquerda para a direita os professores Roberto Cavalcanti, Michel Maffesoli, a jornalista Regina Teixeira e a professora Rosza Vel Zoladz.
Foto do professor Vladimir Cavalcante

FORMAS DE ORGANIZAÇÃO

De dentro das praças e acampamentos, filósofo e militante italiano discute formas de organização, demandas e perspectivas do movimento na Espanha
Por Antonio Negri
Tradução: Bruno Cava

Na última semana, estive na Espanha a trabalho. Estive naturalmente envolvido com os “indignados”: atravessei algumas praças e acampamentos, questionei e discuti com muitos companheiros. Quem são os “indignados”? Não pretendo responder — há dezenas de narrativas facilmente encontráveis sobre isso. Relato aqui somente alguns apontamentos.
Democracia Real Ya nasceu dois meses antes do 15 de maio. É uma associação de militantes digitais, menos radicais, porém mais eficazes que o grupo Anonymous. Já havia movimentos desde janeiro de 2011 contra a Lei Sinde, que pune a pirataria na Internet; e articularam um discurso e uma luta contra a assinatura daquele acordo entre PP e PSOE (direita e esquerda), que viabilizara essa lei, promovida inclusive pelo vice-presidente americano. Em conseqüência, a associação incita à recusa do voto: “no les votes!”, e desenvolve um discurso sobre o sistema representativo espanhol, contra o bipartidarismo, com a exigência de uma nova lei eleitoral proporcional, dirigida a favorecer o pluralismo e a equidade.
Um segundo grupo interessante é o V de Vivienda. É um movimento de luta pela moradia, começado em 2005 (“por uma moradia digna”) e desenvolvido em rede, como reação ao estouro da bolha imobiliária. Em rede, convocam manifestações, produzem verdadeiros “enxames”, com grandes mobilizações iniciais que, contudo, encontraram dificuldade em obter um impacto político mais duradouro.
Um terceiro movimento é o dos “hipotecados”. Surge em Barcelona e constitui uma plataforma de ajuda recíproca das famílias e indivíduos que, por causa de hipoteca ou débito bancário ou insolvência privada, terminaram despejados. Valoriza muito a aparição midiática — inclusive nos meios tradicionais. Esta competência foi muito importante para as lutas e a construção do 15-M.
Um quarto grupo se formou nas várias assembléias e coletivos do cognitariado urbano. Esses não possuem militantes orgânicos. Trata-se essencialmente de uma esquerda intelectual, que protesta e coopera em rede, assumindo posições radicalíssimas contra a precariedade e a incerteza do trabalho, além de contestar os baixos salários. São grupos do trabalho imaterial crescidos na crise, “dentro e contra”.