Julho de 1956 foram aprovados os Estatu-tos da Fundação Caloustre Gulbenkian, uma instituição que muito tem contribuído para o desenvolvimento cultural, artístico e científico do País. Foi criada por vontade do homem que lhe deu o nome, mas sobretudo a sua colecção de arte e os meios financeiros. O historiador José Miguel Sardica revela-nos quem era este homem que se apaixonou por Portugal. À partida, nada ligaria o milionário Calouste Sarkis Gulbenkian a Portugal. Mas foi a Portugal que Gulbenkian legou a sua vasta colecção de arte e os meios financeiros para aqui erguer a Fundação com o seu nome, com estatutos aprovados a 18 de Julho de 1956. Nascido na Arménia e diplomado em engenharia em Londres, Calouste Gulbenkian esteve desde cedo ligado ao mundo do petróleo e da alta finança do Médio Oriente. Era o “senhor 5%” por ser essa a sua habitual margem de lucro em todos os negócios em que se envolvia. Ao mesmo tempo, e desde o final da década de 20, dedicou-se à sua grande paixão de coleccionador de arte. Durante a 2.ª Guerra, na altura em que vivia na França de Vichy, o embaixador português convenceu-o a visitar Portugal. Veio, hospedou-se no luxuoso Hotel Aviz, e foi ficando, rendido ao clima, à paz nas ruas, à simpatia das pessoas, e à própria figura de Salazar, que ele admirava. Tornou-se especialmente amigo do médico Fernando Fonseca e do advogado José de Azeredo Perdigão, que encarregou de lhe resolver as questões burocráticas de residência e da colecção de arte. No fim da vida, Gulbenkian imaginou criar uma Fundação igual à da família Rockefeller e sediá-la nos Estados Unidos. Mas a morte da mulher, em 1953, e as desinteligências com o filho Nubar, levaram-no a uma alteração testamentária que abriu a porta à criação, em Portugal, da Fundação Calouste Gulbenkian, um ano após a sua morte, ocorrida em Julho de 1955. Com estatutos aprovados em 1956, e sob a presidência vitalícia de José de Azeredo Perdigão, a Fundação Gulbenkian inaugurou o seu actual edifício sede em 1969, e rapidamente se tornou, pelo seu mecenato artístico e científico, uma instituição de referência nacional e internacional.A Bow Art International SRL(sociedade)que congrega membros de vários países. Seu objetivo é contribuir para divulgar as ciências especulativas, promover eventos e estratègias no exercício de cada um e no proveito de todos. Através de uma seleção prévia põe em circulação assuntos relevantes usando como instrumento os canais de comunicação. Os resultados são as constâncias dos dizeres,pensamentos, a troca de opiniões e o alto índice de acesso aos nossos múltiplos meios instrumentais.
domingo, 8 de agosto de 2010
FATO HISTÓRICO RELEMBRADO.INSTITUIÇÃO QUE IMPLANTOU A CULTURA EM FESTA
Julho de 1956 foram aprovados os Estatu-tos da Fundação Caloustre Gulbenkian, uma instituição que muito tem contribuído para o desenvolvimento cultural, artístico e científico do País. Foi criada por vontade do homem que lhe deu o nome, mas sobretudo a sua colecção de arte e os meios financeiros. O historiador José Miguel Sardica revela-nos quem era este homem que se apaixonou por Portugal. À partida, nada ligaria o milionário Calouste Sarkis Gulbenkian a Portugal. Mas foi a Portugal que Gulbenkian legou a sua vasta colecção de arte e os meios financeiros para aqui erguer a Fundação com o seu nome, com estatutos aprovados a 18 de Julho de 1956. Nascido na Arménia e diplomado em engenharia em Londres, Calouste Gulbenkian esteve desde cedo ligado ao mundo do petróleo e da alta finança do Médio Oriente. Era o “senhor 5%” por ser essa a sua habitual margem de lucro em todos os negócios em que se envolvia. Ao mesmo tempo, e desde o final da década de 20, dedicou-se à sua grande paixão de coleccionador de arte. Durante a 2.ª Guerra, na altura em que vivia na França de Vichy, o embaixador português convenceu-o a visitar Portugal. Veio, hospedou-se no luxuoso Hotel Aviz, e foi ficando, rendido ao clima, à paz nas ruas, à simpatia das pessoas, e à própria figura de Salazar, que ele admirava. Tornou-se especialmente amigo do médico Fernando Fonseca e do advogado José de Azeredo Perdigão, que encarregou de lhe resolver as questões burocráticas de residência e da colecção de arte. No fim da vida, Gulbenkian imaginou criar uma Fundação igual à da família Rockefeller e sediá-la nos Estados Unidos. Mas a morte da mulher, em 1953, e as desinteligências com o filho Nubar, levaram-no a uma alteração testamentária que abriu a porta à criação, em Portugal, da Fundação Calouste Gulbenkian, um ano após a sua morte, ocorrida em Julho de 1955. Com estatutos aprovados em 1956, e sob a presidência vitalícia de José de Azeredo Perdigão, a Fundação Gulbenkian inaugurou o seu actual edifício sede em 1969, e rapidamente se tornou, pelo seu mecenato artístico e científico, uma instituição de referência nacional e internacional.sábado, 24 de julho de 2010
EXPRESSIONISMO ALEMÃO
Na co
ncepção expressionista, o intelecto tem a primazia. Edschmid proclama a "ditadura do espírito, o qual tem a missão de moldar a matéria". É fundamental ressaltar a "atitude da vontade construtiva", do eu que molda o real. É, portanto, sintomático que a literatura expressionista esteja pejada de expressões tais como "tensão interior", "força de expansão" ou "imenso acúmulo de concentração criadora".
É preciso tratar ainda de outro ponto do expressionismo, a questão da abstração da realidade. O historiador Wilhelm Worringer, em sua tese de doutorado publicada em 1907, Abstraktion und Einfühlung, antecipa muitos preceitos do expressionismo, o que prova a que ponto esses axiomas estéticos estão próximos da Weltanschauung (visão de mundo) alemã.
ncepção expressionista, o intelecto tem a primazia. Edschmid proclama a "ditadura do espírito, o qual tem a missão de moldar a matéria". É fundamental ressaltar a "atitude da vontade construtiva", do eu que molda o real. É, portanto, sintomático que a literatura expressionista esteja pejada de expressões tais como "tensão interior", "força de expansão" ou "imenso acúmulo de concentração criadora".É preciso tratar ainda de outro ponto do expressionismo, a questão da abstração da realidade. O historiador Wilhelm Worringer, em sua tese de doutorado publicada em 1907, Abstraktion und Einfühlung, antecipa muitos preceitos do expressionismo, o que prova a que ponto esses axiomas estéticos estão próximos da Weltanschauung (visão de mundo) alemã.
terça-feira, 20 de julho de 2010
ROBERTO DE AZEVEDO E SOUZA -IDEIAS
TESE DE DOUTORADO – IDÉIASEntre 1990 e 1994, resolvi estudar as principais causas das nossas terríveis, vergonhosas, obscenas, etc desigualdades sociais e, para tanto, elaborei na Sorbonne, uma Tese de Doutorado, com o título:
- "Participação Popular, uma Alternativa de Mudança Social – o Papel da Universidade".
Esta Tese de caráter teleológico, portanto não de caráter puramente teórico, visava, assim a sua aplicação imediata, ou seja, é uma proposta alternativa de mudança social.
Neste estudo, foram detectadas duas principais causas, que muito resumidamente, podemos descrever assim :
- Uma externa, que é a famosa dominação do Norte sobre o sul. Que Celso Furtado tão bem descreveu na sua obra "Ares do Mundo";
- Uma interna, que nada mais é do que a reprodução da primeira, internamente, isto porque as nossas elites estão muito mais ligadas ao exterior do que à nossa realidade concreta;
- Vejamos agora, como poderemos enfrentar esta segunda causa. No nosso entender podermos fazê-lo com a superação da não participação popular, chamada de miséria política, segundo Pedro Demo.
Todavia ela sozinha não é suficiente pois é uma atividade facilmente coptável, arrivista, que espera resultados imediatos, pois é muito praguimatica e nada teórica. Assim é preciso que se associe uma visão teórica de maior alcance e isto será a aproximação do conhecimento, que geralmente é, por sua vez, muito teórico. Num processo dialético é possível esperar resultados positivos.
Não é por acaso este dueto, pois a nossa Tese teve como Referencial Teórico o Bloco Histórico de Antônio Gramsci, no qual, as nossas duas variáveis: Participação Popular e Conhecimento, fazem parte da sua Superestrutura, portanto, por definição, em condições de modificá-lo.
Contudo nós sabemos como é a nossa elite cultural, basta lembrar que o nosso ensino oficial é baseado na decoração, ou seja, é a Pedagogia da Dominação, que segundo Paulo Freire, é a célebre transação bancária, no qual o ensino é transmitido ao aluno que é mero objeto. Todavia, se usarmos o método da crítica da realidade , ou da Educação Popular de Paulo Freire, o aluno passa a ser o sujeito da ação com uma outra cabeça, desenvolvendo o raciocínio em detrimento da memória. Isto deve começar nas nossas universidades para que o futuros mestres possam passar para os alunos do I e II graus. Ainda para estes, o ensino deve ser dado no tempo integral e não, como comenta Frei Beto, eles têm 4 horas de aula e 8 de T.V. Além disto, o Ensino, como um todo e a família, em particular estão em crise e, portanto é preciso que ambos atuem conjuntamente, para isto é preciso que a escola esteja aberta os 7 dias da semana. Esse ensino deve incluir lições sobre a sexualidade a partir de certa idade, pois as gurias estão parindo muito precocemente. Assim, estamos secando gelo!
- É preciso, ainda que o magistério não se contente em ministrar o ensino somente para os alunos de sala de aula, é preciso extendê-lo aos Movimentos Sociais, às vilas, malocas etc.
É claro que, para isto, esperamos que os novos dirigentes do país façam da Educação e da Saúde as suas prioridades, com a valorização do magistério.
Quanto à primeira Dominação, a do Norte sobre o Sul, a saída é a formação de um Bloco envolvendo ainda, países da América do Sul e Caribe e, talvez envolvendo o México. Para que tenha força, econômica e política para dialogar em igualdades de condições dom a União Européia e outros blocos e, assim escapar da Dominação dos EUA.
Chamo a atenção que isto não é recomendação recente, pois data de, pelo menos, desde 18/11/1994!
Creio que isto é o que poder-se-ia dizer em uma lauda
Continuo à disposição no meu Web: www.rasouza.cjb.net e, eventualmente para alguma palestra.
Dr. ROBERTO DE AZEVEDO E SOUZA
segunda-feira, 28 de junho de 2010
MARLENE DUMAS
O núcleo da exposição é um conjunto de obras, algumas de grande formato, exibidas em Março de 2010 em Nova Iorque, na galeria David Zwirner, sob o título ?Against the Wall? [Contra o Muro]. Este título alude expressamente à chamada ?Barreira de Segurança? [Security Wall], o muro que tipifica o conflito israelo-palestiniano, mas também às barricadas de estrada erguidas nos territórios ocupados e ao Muro das Lamentações.Em Serralves o âmbito da exposição foi alargado com a inclusão de cerca de vinte outras obras da última década relacionadas com o conflito do Médio Oriente mas que não haviam antes sido explicitamente associadas ao tema.
Este novo conjunto de obras elucida a luta que a artista trava actualmente com os limites e as possibilidades do seu meio de eleição: “Uma pintura precisa de um muro para contestar”.
A mostra integra obras cedidas por numerosos coleccionadores públicos e privados da Europa e dos Estados Unidos. Acompanha-a um catálogo com aproximadamente 96 páginas, em português e inglês, com ilustrações das pinturas em exposição e um “banco de imagens” dos materiais documentais e de referência da artista, bem como textos seus e um ensaio da autoria de Ulrich Loock.
Nascida em 1953 na Cidade do Cabo, na África do Sul, Marlene Dumas vive desde 1976 na Holanda. O seu trabalho é consensualmente reconhecido pela sua eficiência pictórica e o modo como aborda as questões mais candentes da vida contemporânea.
domingo, 20 de junho de 2010
PARQUE CULTURAL QUE PRECISA SER ATIVADO COMO OUTROS EM PORTUGAL
Casas típicas, faróis, monu-mentos de todo o país e edifícios das ex-colónias. O Portugal dos Pequenitos mostra o país sob a lente do salazarismo: um Portugal enorme, que se estende do Minho a Timor, mas que cabe todo numas centenas de metros quadrados em Coimbra. Setenta anos depois da sua inauguração, o país mudou e aquele que é o seu parque temático com mais visitas (400 mil por ano) está desactualizado, parecendo uma Disneylândia do Estado Novo, uma relíquia kitsch retrofascista ou o jardim de um emigrante excêntrico.O Portugal dos Pequenitos foi uma ideia de Bissaya Barreto, médico amigo de Salazar. O projecto é do arquitecto Cassiano Branco, apoiante da candidatura de Humberto Delgado que chegou a ser preso pela PIDE. Inaugurado em Junho de 1940, cedo se tornou um ponto de passagem obrigatório nos passeios de domingo e visitas de estudo. Sofreu remodelações e acrescentos até ao final dos anos 50, quando ficaram concluídas as miniaturas das províncias ultramarinas. domingo, 6 de junho de 2010
BILL HARP: A ANTIARTE COM MUITO ALARDE,PORÉM SEM CONTEÚDO
A ANTIARTE COM MUITO ALARDE,PORÉM SEM CONTEÚDO
A preocupação em mudar os os suportes tradicionais da arte foi uma maneira que a grande maioria dos artistas plásticos optaram para serem chamados de contemporâneos, com isto abriu-se precedente para o surgimento do objeto/arte e uma avassaladora "experimentação de dizeres".
No início da década de 70 apareceram materiais como o acrílico, entre os diversos que a industria oferecia. Foi sem dúvida, um dos preferidos de todos os artistas,inclusive seduzindo àqueles que já estavam legitimados no Circuito da arte.
O Dada, a Antiarte, já tinham fincado desde os primórdios do séc XX conceitos que levariam a nova ocupação do espaço, surgia uma liberdade condizente com a anunciação da técnologia.
Marcel Duchamp após concluir que não seria um bom pintor resolveu filosofar através da arte. Da mesma forma que seu predecessor Andy Wahrol, este com uma significativa produção por vários atelieres utilizou-se de construções já conhecidas na arte como: a fotografia, a tela, desenho, etc. Ambos sabiam o quanto o campo das artes plásticas poderia ser invadido por "teórias" principalmente Duchamp que fez seu nome dentro deste objetivo - especulações para obtenção de lucro fácil e imediato diante de uma sociedade instável onde a dinâmica da vida era perceptiva por todos.
Era o descatar da linguagem para compor um sistema onde a expressiviadade era, justamente não possuir linguagem, em suma:cada obra teria uma linguagem onde o domínio dos meios materiais e intrumentais não seriam necessários. Aboliria-se a técnica, o estudo específico da tarefa artistica em prol da utilização de meios fáceis - o dizer de cada um sem maiores compromissos,o cotidiano. Era a anunciação do que viria.
O Objeto surge com a intenção correta, há registros de boas composições incluisive no objet trouvé surrealista,porém o Surrealismo que fez rupturas com a arte se expandiu por vários campos como a literatura, o teatro, o cinema,etc. O manifesto surrealista de André Breton ativou o pensamento, seduziu intelectuais entre eles Max Ernest, Dali, Bunuel.
De fato o " momento atual" começa nos anos 70 segue pelo séc XXI. As regras foram abolidas, não há parâmetros, o "descontruir" é a bola da vez,a imaginística desvairada e subjetiva se instala no processo de "criação"- a meta é o imediatismo e o ganho fácil, principalmente pelos intermediários da arte Recentemente, incluso em projeto de pesquisa nos arredores de New York constatei a total passividade do espectador diante da chamada "arte contemporanea". Achavam bom,mais não sabiam o porquê, na verdade tinham receio de serem excluídos por afirmar que não entediam o que estava vendo era confessar o despreparo segundo eles em relação à compreenção da arte. Um dos espaços abrigava várias bicicletas desmontadas e suas peças ocupavam aleatóriamente a galeria. Suspensa em um trapézio uma "atriz" balançava-se lendo trechos de filósofos gregos. Ficou claríssimo nos subssídios colhidos na pesquisa que os presentes não interagiam com a "idéia" proposta ou seja não compreendiam o que estavam vendo. Eram passivos.
Alguns afirmam que Marcel Duchamp, também se inspirou nos cubistas.ao contrário desta afirmação, a partir domomento que o artista pode mandar executar a obra desconhecendo o processo artístico significa que não hove interação com a arte.Ser novo não é ser alienado e a experiência e os questionamentos no processo da tarefa artística são vitais. Conhecer a "teória do caos"por ouvir falar, não dá respaldo para ter total désdem com a vida e a natureza. É ser sim um ser caótico.
Bill Harp 29 de maio de 2010 , New York -Trad ução: Justinée Jeff
A preocupação em mudar os os suportes tradicionais da arte foi uma maneira que a grande maioria dos artistas plásticos optaram para serem chamados de contemporâneos, com isto abriu-se precedente para o surgimento do objeto/arte e uma avassaladora "experimentação de dizeres".
No início da década de 70 apareceram materiais como o acrílico, entre os diversos que a industria oferecia. Foi sem dúvida, um dos preferidos de todos os artistas,inclusive seduzindo àqueles que já estavam legitimados no Circuito da arte.
O Dada, a Antiarte, já tinham fincado desde os primórdios do séc XX conceitos que levariam a nova ocupação do espaço, surgia uma liberdade condizente com a anunciação da técnologia.
Marcel Duchamp após concluir que não seria um bom pintor resolveu filosofar através da arte. Da mesma forma que seu predecessor Andy Wahrol, este com uma significativa produção por vários atelieres utilizou-se de construções já conhecidas na arte como: a fotografia, a tela, desenho, etc. Ambos sabiam o quanto o campo das artes plásticas poderia ser invadido por "teórias" principalmente Duchamp que fez seu nome dentro deste objetivo - especulações para obtenção de lucro fácil e imediato diante de uma sociedade instável onde a dinâmica da vida era perceptiva por todos.
Era o descatar da linguagem para compor um sistema onde a expressiviadade era, justamente não possuir linguagem, em suma:cada obra teria uma linguagem onde o domínio dos meios materiais e intrumentais não seriam necessários. Aboliria-se a técnica, o estudo específico da tarefa artistica em prol da utilização de meios fáceis - o dizer de cada um sem maiores compromissos,o cotidiano. Era a anunciação do que viria.
O Objeto surge com a intenção correta, há registros de boas composições incluisive no objet trouvé surrealista,porém o Surrealismo que fez rupturas com a arte se expandiu por vários campos como a literatura, o teatro, o cinema,etc. O manifesto surrealista de André Breton ativou o pensamento, seduziu intelectuais entre eles Max Ernest, Dali, Bunuel.
De fato o " momento atual" começa nos anos 70 segue pelo séc XXI. As regras foram abolidas, não há parâmetros, o "descontruir" é a bola da vez,a imaginística desvairada e subjetiva se instala no processo de "criação"- a meta é o imediatismo e o ganho fácil, principalmente pelos intermediários da arte Recentemente, incluso em projeto de pesquisa nos arredores de New York constatei a total passividade do espectador diante da chamada "arte contemporanea". Achavam bom,mais não sabiam o porquê, na verdade tinham receio de serem excluídos por afirmar que não entediam o que estava vendo era confessar o despreparo segundo eles em relação à compreenção da arte. Um dos espaços abrigava várias bicicletas desmontadas e suas peças ocupavam aleatóriamente a galeria. Suspensa em um trapézio uma "atriz" balançava-se lendo trechos de filósofos gregos. Ficou claríssimo nos subssídios colhidos na pesquisa que os presentes não interagiam com a "idéia" proposta ou seja não compreendiam o que estavam vendo. Eram passivos.
Alguns afirmam que Marcel Duchamp, também se inspirou nos cubistas.ao contrário desta afirmação, a partir domomento que o artista pode mandar executar a obra desconhecendo o processo artístico significa que não hove interação com a arte.Ser novo não é ser alienado e a experiência e os questionamentos no processo da tarefa artística são vitais. Conhecer a "teória do caos"por ouvir falar, não dá respaldo para ter total désdem com a vida e a natureza. É ser sim um ser caótico.
Bill Harp 29 de maio de 2010 , New York -Trad ução: Justinée Jeff
sexta-feira, 5 de março de 2010
JOSÉ MARIA MEJHIAS ENFATIZA A OBRA DE ARTISTA MEXICANA E DE NOVOS RUMOS DO MERCADO DAS ARTES
VALORIZACION DE L'ARTE LATINA
Dolores Olmedo Patiño
María de los Dolores Olmedo y Patiño Suárez nació en Tacubaya, Ciudad de México, el 14 de diciembre de 1908, en vísperas de la Revolución Mexicana. En su juventud, estudió leyes, aunque terminó cursando una carrera artística en la Academia de San Carlos. Sin embargo, el encuentro que determinó su acercamiento con el arte -y, de alguna manera, marcando su destino- se registra en 1928, cuando conoce a Diego Rivera en la Secretaría de Educación Pública. Rivera realizó 26 ó 27 dibujos al desnudo de Olmedo, según lo recordaba ella. Es en esa época conoce también a Howard Phillips -periodista británico de educación victoriana que trabajaba para la revista Mexican Life-, con quien se casa en 1935. Para principios de los años cuarenta, Lola Olmedo ya era madre de cuatro hijos: Alfredo, Irene, Eduardo y Carlos. La pareja se separó en 1948, pero siguieron relacionados hasta la muerte de Howard.Vale la pena recordar que, desde muy joven, convivió con intelectuales de esa época: poetas del grupo de los Contemporáneos - Salvador Novo y Xavier Villaurrutia-, escritores como Jaime Torres Bodet; filósofos entre los que se contaban José Vasconcelos y Antonio Caso; músicos como Julián Carrillo, Luis Sandi, Manuel M. Ponce y Carlos Chávez -quien fuera alumno de su madre y más tarde su maestro-, políticos como Narciso Bassols y los pintores Joaquín Clausell, Alfredo Ramos Martínez y Germán Gedovius.Con un don nato para los negocios, Dolores Olmedo llegó a incursionar en la industria de la construcción, al adquirir, de uno en uno, 40 pequeños hornos de ladrillos en la zona de Naucalpan. Su principal competencia era Heriberto Pagelson, quien tenía, en esa misma zona, una industria donde se fabricaban bloques ligeros, material muy común en las construcciones de aquellos años. Con el tiempo y un sentido del humor extraordinario, la rivalidad entre ellos se convirtió en una verdadera amistad que los llevó a asociarse y fundar una empresa que llevaba por nombre Industria Cerámica Armada. Este negocio no sólo se trasformaría en una gran empresa, sino que además ocuparía un lugar de relevancia en la industria de la construcción. En sus inicios, bajo la dirección de Olmedo y Pagelson, la empresa vendía material a las principales constructoras del país. El esfuerzo redundaría en la constitución de una nueva empresa: Compañía Inmobiliaria y Constructora, S.A. (CICSA) que se convirtió en una de las principales compañías contratistas al servicio del Gobierno Federal.Años más tarde, hacia 1954 y tras la muerte de Frida Kahlo, Dolores Olmedo vuelve a encontrarse con Diego Rivera. Junto con un grupo de amigos viajan a Janitzio para participar en las ceremonias del Día de Muertos que se llevaban a cabo en el lugar. Este hecho les permitió retomar la vieja amistad que hubiera surgido más de veinte años atrás y que perdurara hasta la muerte del pintor. En 1955 y bajo la tutela de Diego Rivera, Lola comienza a comprar obra del muralista. A la par, fue creando una colección de piezas de arte precolombino, orientada también por el propio artista. En 1955, obra de Frida Kahlo.A la muerte de Diego, en 1957, Doña Lola había adquirido 50 obras de Rivera. La amistad entre Olmedo y Rivera se tradujo en un pacto de confianza, de tal manera que, antes de morir, Diego le pidió que se hiciera cargo de los museos Frida Kahlo y Diego Rivera-Anahuacalli.Durante esos años, mantuvo sus afanes de coleccionista y nada la detuvo para seguir comprando obra pictórica, lotes de piezas prehispánicas, estofados novohispanos y arte popular. En 1972, había coleccionado 800 piezas arqueológicas mesoamericanas. Olmedo también ocupó posiciones políticas y culturales y, desde ellas, pudo realizar exhibiciones de arte mexicano dentro y fuera del país.Su talento para los negocios, su buen ojo como coleccionista y su determinación por acrecentar el patrimonio cultural de México la llevaron a conseguir una meta admirable que benefició al pueblo mexicano: la construcción del Museo Dolores Olmedo. Ya en 1962, había adquirido el casco de la Hacienda de la Noria, en Xochimilco, edificación que databa de finales del siglo XVI. Olmedo restauró la hacienda para hacerla su casa y más tarde legarla como museo al pueblo de México.Así, el 17 de septiembre del 1994, Lola abre su casa como Museo Dolores Olmedo. En él expone toda su colección pictórica, prehispánica y popular, y además continúa la tradición -que ya había iniciado en los museos Anahuacalli y Frida Kahlo- de colocar una hermosa ofenda de muertos.La gente de Xochimilco reconoce su labor, tras haber contribuido a la realización de obras públicas en la localidad, haber donado varios terrenos para escuelas públicas y haber llevado a cabo la construcción de otras, por lo que todavía hoy la recuerdan con cariño.Dolores Olmedo murió el sábado 27 de julio del 2002, a la edad de 93 años. Dejó el legado de una promotora de la cultura en toda la extensión de la palabra. Bien mirado, consiguió todo lo que un mecenas aspira a lograr: ayudar al arte a trascender y, al mismo tiempo, trascender él mismo; ayudar a perpetuar la obra de un artista y perpetuarse junto con él. Dolores Olmedo tuvo todo lo que quiso. Y en el camino, benefició a México como pocos lo han hecho: “A ejemplo de mi madre, la profesora María Patiño Suárez Vda. de Olmedo, quien siempre me dijo ‘todo lo que tengas compártelo con tus semejantes’, dejo esta casa con todas mis colecciones de arte, producto del trabajo de toda mi vida, para disfrute del pueblo de México”.
María de los Dolores Olmedo y Patiño Suárez nació en Tacubaya, Ciudad de México, el 14 de diciembre de 1908, en vísperas de la Revolución Mexicana. En su juventud, estudió leyes, aunque terminó cursando una carrera artística en la Academia de San Carlos. Sin embargo, el encuentro que determinó su acercamiento con el arte -y, de alguna manera, marcando su destino- se registra en 1928, cuando conoce a Diego Rivera en la Secretaría de Educación Pública. Rivera realizó 26 ó 27 dibujos al desnudo de Olmedo, según lo recordaba ella. Es en esa época conoce también a Howard Phillips -periodista británico de educación victoriana que trabajaba para la revista Mexican Life-, con quien se casa en 1935. Para principios de los años cuarenta, Lola Olmedo ya era madre de cuatro hijos: Alfredo, Irene, Eduardo y Carlos. La pareja se separó en 1948, pero siguieron relacionados hasta la muerte de Howard.Vale la pena recordar que, desde muy joven, convivió con intelectuales de esa época: poetas del grupo de los Contemporáneos - Salvador Novo y Xavier Villaurrutia-, escritores como Jaime Torres Bodet; filósofos entre los que se contaban José Vasconcelos y Antonio Caso; músicos como Julián Carrillo, Luis Sandi, Manuel M. Ponce y Carlos Chávez -quien fuera alumno de su madre y más tarde su maestro-, políticos como Narciso Bassols y los pintores Joaquín Clausell, Alfredo Ramos Martínez y Germán Gedovius.Con un don nato para los negocios, Dolores Olmedo llegó a incursionar en la industria de la construcción, al adquirir, de uno en uno, 40 pequeños hornos de ladrillos en la zona de Naucalpan. Su principal competencia era Heriberto Pagelson, quien tenía, en esa misma zona, una industria donde se fabricaban bloques ligeros, material muy común en las construcciones de aquellos años. Con el tiempo y un sentido del humor extraordinario, la rivalidad entre ellos se convirtió en una verdadera amistad que los llevó a asociarse y fundar una empresa que llevaba por nombre Industria Cerámica Armada. Este negocio no sólo se trasformaría en una gran empresa, sino que además ocuparía un lugar de relevancia en la industria de la construcción. En sus inicios, bajo la dirección de Olmedo y Pagelson, la empresa vendía material a las principales constructoras del país. El esfuerzo redundaría en la constitución de una nueva empresa: Compañía Inmobiliaria y Constructora, S.A. (CICSA) que se convirtió en una de las principales compañías contratistas al servicio del Gobierno Federal.Años más tarde, hacia 1954 y tras la muerte de Frida Kahlo, Dolores Olmedo vuelve a encontrarse con Diego Rivera. Junto con un grupo de amigos viajan a Janitzio para participar en las ceremonias del Día de Muertos que se llevaban a cabo en el lugar. Este hecho les permitió retomar la vieja amistad que hubiera surgido más de veinte años atrás y que perdurara hasta la muerte del pintor. En 1955 y bajo la tutela de Diego Rivera, Lola comienza a comprar obra del muralista. A la par, fue creando una colección de piezas de arte precolombino, orientada también por el propio artista. En 1955, obra de Frida Kahlo.A la muerte de Diego, en 1957, Doña Lola había adquirido 50 obras de Rivera. La amistad entre Olmedo y Rivera se tradujo en un pacto de confianza, de tal manera que, antes de morir, Diego le pidió que se hiciera cargo de los museos Frida Kahlo y Diego Rivera-Anahuacalli.Durante esos años, mantuvo sus afanes de coleccionista y nada la detuvo para seguir comprando obra pictórica, lotes de piezas prehispánicas, estofados novohispanos y arte popular. En 1972, había coleccionado 800 piezas arqueológicas mesoamericanas. Olmedo también ocupó posiciones políticas y culturales y, desde ellas, pudo realizar exhibiciones de arte mexicano dentro y fuera del país.Su talento para los negocios, su buen ojo como coleccionista y su determinación por acrecentar el patrimonio cultural de México la llevaron a conseguir una meta admirable que benefició al pueblo mexicano: la construcción del Museo Dolores Olmedo. Ya en 1962, había adquirido el casco de la Hacienda de la Noria, en Xochimilco, edificación que databa de finales del siglo XVI. Olmedo restauró la hacienda para hacerla su casa y más tarde legarla como museo al pueblo de México.Así, el 17 de septiembre del 1994, Lola abre su casa como Museo Dolores Olmedo. En él expone toda su colección pictórica, prehispánica y popular, y además continúa la tradición -que ya había iniciado en los museos Anahuacalli y Frida Kahlo- de colocar una hermosa ofenda de muertos.La gente de Xochimilco reconoce su labor, tras haber contribuido a la realización de obras públicas en la localidad, haber donado varios terrenos para escuelas públicas y haber llevado a cabo la construcción de otras, por lo que todavía hoy la recuerdan con cariño.Dolores Olmedo murió el sábado 27 de julio del 2002, a la edad de 93 años. Dejó el legado de una promotora de la cultura en toda la extensión de la palabra. Bien mirado, consiguió todo lo que un mecenas aspira a lograr: ayudar al arte a trascender y, al mismo tiempo, trascender él mismo; ayudar a perpetuar la obra de un artista y perpetuarse junto con él. Dolores Olmedo tuvo todo lo que quiso. Y en el camino, benefició a México como pocos lo han hecho: “A ejemplo de mi madre, la profesora María Patiño Suárez Vda. de Olmedo, quien siempre me dijo ‘todo lo que tengas compártelo con tus semejantes’, dejo esta casa con todas mis colecciones de arte, producto del trabajo de toda mi vida, para disfrute del pueblo de México”.
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